domingo, 25 de junho de 2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Ó DEMO, VAI-TE EMBORA! T’ARRENEGO SATANÁS!
Vivemos num país espetacular, vejam os dias bonitos que têm estado de há mais de uma semana, mas no qual acontecem coisas extraordinárias e mesmo estranhas, de tal sorte que não compreendo porque faliu o “jornal do incrível”, é que quando julgamos que já vimos tudo, alguém trata de arranjar algo que nos deixa mais surpreendidos que antes.
Às terras da Beira Alta e Trás os Montes, chamava Aquilino Ribeiro “as terras do demo”, mas quem sabe hoje quem foi Aquilino Ribeiro?
Somos governados por uma “geringonça” que bem podia ser “a passarola”, de Frei Bartolomeu de Gusmão, mas também quem sabe atualmente quem foi Bartolomeu de Gusmão ou se interessa pelo que fez este azarado padre?
Do outro lado, o líder da oposição anuncia a iminente chegada do demo, como se o que todos nós precisássemos era de nos infernizarem ainda mais a vida…

Por estas menos que por outras, o primeiro texto redigido numa língua à qual já se pode chamar português, foi precisamente “notícias do torto”, “torto” era como se chamava naquele tempo ao Direito que provavelmente já andava tão torto como agora.
Vida, cada um sabe da sua e deus de todos, reza um rifão popular, ou na variante, cada um por si, deus por todos. Nunca gostei nem de uma nem de outra variante, sempre me considerei pessoa solidária, mas também já precisei da solidariedade alheia e isto sem termos que enfiar o nariz na vida alheia.
Este ano, 2016, está a poucas horas de terminar. 2017 já está à porta. Não costumo dar demasiada importância a estas festividades, mas retenho no ADN as possibilidades de renovação, de mudança, de reforçar a esperança, ou a fé de quem a tem.
Como sabem aqueles que de há mais tempo aqui me acompanham, 2016 foi para mim como uma besta negra, uma carga de desgraças, tendo a pior sido a grave doença de que padeci (esgotamento cerebral, para evitar especulações). Mas as doenças se não são fatais, com drogas, curam-se ou pelo menos melhoram, que é o caso.
Relembrou-me um colega e excelente amigo que um dia na escola, uma colega chamava-me a atenção para um erro ortográfico que eu havia praticado em sede de ata da reunião. Terei respondido “não faz mal, estes corrigem-se, os de caráter é que não”.
Adeus 2016, ó vai-te embora. Deste ano fico com as tristezas e as mágoas. Se as primeiras são conversíveis em alegrias, logo se vê, mas das segundas, indeléveis, permanecem as marcas.
Um excelente ano de 2017 a tod@s!
Adeus 2016, ó vai-te embora. Deste ano fico com as tristezas e as mágoas. Se as primeiras são convertíveis em alegrias, logo se vê, mas das segundas, indeléveis, permanecem as marcas.